terça-feira, 5 de maio de 2015

Peppa Pig... Peppa Pig... Peppa Pig...

 Uma amiga minha do facebook publicou uma foto da filha dela assistindo Peppa Pig. Foram muitos os comentários sobre o fato. Chamou-me atenção os que disseram que a Peppa Pig era a nova Galinha Pintadinha. Na minha opinião, não há comparação. Não menosprezando a Galinha Pintadinha que tenta, pelo menos, resgatar as cantigas de rodas que há muito tempo andavam esquecidas pelas crianças modernas. Peppa Pig sim é um desenho que influencia positivamente o caráter de nossos filhos. Nunca vi um desenho com um conteúdo maravilhoso, em desuso em nossa sociedade, não só nos desenhos infantis, mas em tudo, pois o mundo odeia a família e faz de tudo para destruí-la. 
 Sugiro que todos os que tem filhos pequenos assistam a um episódio inteiro da Peppa Pig. Com certeza vocês vão descobrir o motivo da paixão de nossos filhos por essa porquinha fofa, mas tão mal desenhada; aliás, lá no desenho tudo é muito mal desenhado, até a casa e a nuvem são tortas, pois, o que realmente importa é o conteúdo do desenho, que, nada mais é do que A FAMÍLIA E A VIDA EM FAMÍLIA DOS PAIS CRIANDO OS PRÓPRIOS FILHOS, CUIDANDO DELES, BRINCANDO COM ELES e EDUCANDO-OS. Afinal de contas, a vida que a sociedade diz que devemos ter; sempre correndo pra fazer mais e mais dinheiro pra comprar mais e mais presentes (pra compensar a falta de tempo com os filhos), pra pagar mais e mais folguistas (por conta do cansaço da mãe que trabalha igual ou mais do que o pai); faz com que os nossos filhos se apaixonem pela vida que eles, com certeza, gostariam de ter, sempre brincando com pais pacientes e dispostos, e o melhor, ainda ter os avós também para cumprir esse belíssimo papel (hoje vivemos numa sociedade dos sem avós, por conta da maternidade tardia).
 Já ouvi adversários do desenho, verdadeiros invejosos dos Papai a Mamãe Pig, falarem: "Dizem os psicólogos que o desenho não é bom, pois os pais são permissivos" Quem é o louco que disse tal asneira? São pais presentes não só no momento das brincadeiras, mas educam, e da forma como educam, criaram porquinhos super educados, que se utilizam das boas maneiras: 'por favor', 'bom dia', 'boa tarde', 'boa noite' 'com licença' 'desculpe'; que tratam os mais velhos com respeito até no uso do pronome Sr. e Sra. além de terem amor e carinho pelos idosos Vovô e Vovó Pig; que tem tarefas domésticas como arrumar os brinquedos, separar o lixo, ajudar o vovô e a vovô. 
 Que bom que, pelo menos a minha mãe foi uma mamãe Pig até a minha 4ª série primária! Que bom que eu me dei ao luxo de dar uma pausa na minha vida profissional e abrir mão de algumas coisinhas materiais pra ser a mamãe Pig desde o nascimento do meu filho que está com três anos agora.
 É chegado, porém, o momento de voltar pra sociedade e pra vida de trabalho. Ainda bem que existe Peppa Pig pra que meu filho lembre que foi criado pela mamãe Pig dele, pelo menos por um período de sua vida. Vamos ver se, a partir de agora, consigo ser a mamãe Pig moderna, conciliando, de verdade e com qualidade, a vida profissional e a maternidade, sem culpas, compensações e, o mais importante, arrependimentos... “Peppa Pig... Peppa Pig”

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Paris, c´est magique!

 Hoje ouvi uma música no radio. Não me recordo o nome, mas era uma linda canção francesa. Queria ter lembrado pelo menos um pedaço para procurar a tradução. Estranhei, todavia, o ritmo. Não parecia música francesa. Mas não vem ao caso a música francesa, senão a vontade que fiquei de saber o que a intérprete falava, além das minhas lembranças daquela cidade francesa, Paris.
 Ano passado fui, pela primeira vez, em Paris. Confesso que fiquei muito decepcionada, pois esperava mais do que foi. Pois é! Pra mim não foi c'est magique. De repente, o destino anterior tivesse ofuscado a beleza de Paris que todos, unanimemente, bradam aos quatro ventos. É, realmente, uma covardia tentar ver algo depois de se deslumbrar com Roma. Mas enfim, talvez o meu erro tenha sido este: visitar Paris, depois de ter visitado Roma. Mas, vamos lá! Apesar de não ter me surpreendido com a beleza de Paris uma impressão minha me causou um certo espanto: Não é que o povo parisiense é educado e gentil?  Já havia sido advertida disso desde o aeroporto, quando pegava um RoissyBus baratinho direto para o Opéra; ela era turca; esqueci seu nome, residia em Paris há dois anos a trabalho e a dica foi: dá um sorriso e diga bonjour a todos sempre antes de qualquer coisa. Um francês que a tudo ouvia queria participar da conversa e, com um leve entortar de boca como quem está gostando do papo, expressava tal vontade, o problema foi o inglês cheio de erres, mas, com muito esforço, lá estavam dialogando: dois baianos, um deles também acabando com o inglês, introduzindo neologismos e frases mistas, com palavras em inglês e português, a propósito, era eu a inovadora; uma turca viajada pensando em turco, inglês, português (sim, ela tinha amigos brasileiros) e francês, acho que até um espanhol rolou pela sua cabeça e um francês que mal falava o inglês, mas estava se esforçando para tanto só para participar da conversa, não sei se por educação, por receptividade de bom anfitrião, ou, simplesmente por carinho pelos brasileiros turistas. Descemos na Opéra, nós (eu e meu marido) e o francês que nos indicou a fila de táxi que deveríamos pegar. Na fila, havia uma porção de jovens franceses que assistiam ao jogo do Brasil em algum bar. Lá pelas tantas - como o táxi demorou - os jovens franceses começaram a participar da conversa na fila e foi muito bom ver, de novo, que essa história de que parisiense é grosso é balela, balela mesmo, pois até o taxista foi um amor conosco e ouvia no som, acreditem, Axé music, enquanto nos mostrava orgulhoso um CD autografado de Gilberto Gil.
 E assim seguimos com a nossa viagem, sempre começando o diálogo com bonjour, traduzindo, bom dia, entretanto, falar bonjour antes de tudo é um atestado de boas maneiras para o parisiense, pelo menos é o que pareceu pra mim. Nos deparamos com várias situações em que a grosseria costumeira do parisiense poderia aparecer, mas o bonjour antecedente amolecia e como amolecia...
 Aí vem a célebre pergunta: Será que sou do contra? Advogada tem por mania discordar de tudo. A beleza de Paris que todos falam não me encantou e o povo parisiense conhecidamente bruto e mal-educado, na realidade, é o povo mais educado que já conheci no meu pouco bate pernas pelo mundo...
 Ficou confuso e acha que estou doida? Vá lá e confira. O máximo que pode acontecer é você achar Paris c´est magique e o povo parisiense bruto, mas nunca mal educados.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Vamos a celebrar a estupidez humana!

Exatamente hoje, faz 70 anos a libertação dos judeus dos campos de Auschwitz... Foram as tropas soviéticas, um dos países aliados, quem primeiro chegou, mas os nazistas já  tinham mandado inúmeros judeus para a 'marcha da  morte' em direção oeste... foram encontrados mais de 300 mil vestidos e mais de 800 mil ternos, quilos de cabelos humanos, os quais foram enviados para alguns empresários Alemães que tinham tecelagens que fabricavam tecidos de cabelos humanos... o nazistas destruíram a maior parte dos alojamentos para escaparem da acusação de genocídio, porém, algumas câmaras de gás ficaram de pé! Só de imaginar, nos causa arrepios a mobidez disso tudo; eu, por exemplo, não sabia que os Alemães fabricavam tecidos com os cabelos humanos, com certeza, através da agressividade do escalpelamento. Que lição tiramos desse episódio lamentável? Falo nós, enquanto seres humanos, o que aprendemos? A lutar pela formação de países que pregam supremacia religiosa, supremacia racial, supremacia de gênero,  supremacia econômica a todo custo? Ora, a História já  mostrou que esse argumento de supremacia, seja de qualquer coisa, é  balela. É  só  desculpa pra degolar, fuzilar, estuprar, sequestrar, boicotar, praticar terrorismo matando milhões de inocentes... O genial e ainda atual poeta Renato Russo já  dizia: 'Vamos celebrar a estupidez humana'... Somos estupidamente estúpidos, dos seres vivos somos os mais estúpidos e a tendência é nos idiotizar ainda mais, pois o nosso dia a dia é tão  egoísta que nos faz acreditar que somos autossuficientes e não interdependentes... Nascemos só e morremos só, mas viver só é arte para poucos super heróis, tanto é  verdade que se conta nos dedos as pessoas totalmente isoladas de outros e do mundo, os ermitões ou eremitas. Por isso afirmo que, mesmo após a vergonha da campanha de extermínio dos Judeus pelos Alemães, nada aprendemos senão celebrar a estupidez humana e nos recolher no nosso mundo egoísta e assistir tudo de longe, como se fosse um filme, ficção e não uma bala perdida que passa pertinho de nós, tão pertinho que sentimos o ventinho do esvoaçar do nosso cabelo... E assim, vamos vivendo, até que a bala não nos atinja. 'Vamos celebrar a estupidez humana!'
Não  me preocupei com os parágrafos e pontuações porque postei isso no Whats App da  minha família Buscapé.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Como começo?

 O título do post é exatamente este: "Como começo?" Sinceramente, não faço a menor ideia. O fato é que gosto de pensar! Às vezes penso demais... Gosto tanto de pensar que penso até dormindo, pois meus sonhos são verdadeiros roteiros com início, meio e fim. Não sou intelectual, jornalista ou coisa do tipo, sou apenas uma pensadora média que viaja de vez em quando sem sair do lugar. Nunca tive vontade de criar um blog, mas não me aguentava mais de só pensar e decidi compartilhar... Maria vai com às outras!
 Preciso me apresentar: Oi! O meu nome é Mônica Falcão Rios, brasileira, casada, futura ex-advogada (tema para outro post), estudante de Design de Interiores, candidata à vaga de Propagandista Farmacêutica, mãe, eclética, dona da verdade, contestadora, persuasiva, curiosa; mas o meu traço mais peculiar, além de pensar muito e a todo momento, é falar demais. Falo tanto que no fim do dia estou rouca e surda de tanto me ouvir, porque sim falo alto. Então, para tentar dar um descanso aos meus ouvintes usuais, decidi começar esse blog. Mentira, lá em novembro, quando eu me inscrevi no "Blogger", estava tentando ver uma forma mais prazerosa de trabalhar, afinal, pretendo, verdadeiramente, ser uma futura ex-advogada. Bem, se não der certo como trabalho, dará certo como um diário; memórias de miscelâneas da minha vida ou da vida de outras pessoas.
 Mas, como já disse, não faço ideia de como começar. Quantas linhas devo escrever? Aprendi com o meu professor de Redação do 3º ano, Professor Zé Gomes, que as dissertações deveriam ter cinco parágrafos de mais ou menos 5 linhas. Sobre o que falar? Gosto de quase tudo: decoração de interiores e de eventos; música de todo tipo; causos do meu avô Piroquinha (podem ter certeza de será recorrente no meu blog, que privilégio ter um blog só pra mim) e da Família Buscapé ("Família Rios" do Brasil é uma só família, pra quem não sabe); algumas bobagens pensadas faladas e arrependimentos. 
 O negócio aqui pode não dar muito certo, afinal, como arrumar uma cabeça tão bagunçada e cheia de coisinhas aqui e ali pra contar. Assim, mesmo sem saber como começar, vou começar, porque já pensei muito e nada fiz, além disso, o meu pequeno público de 15 visualizações - vai saber se não fui eu mesma quem visualizei -  não merece esse silêncio.
 Até a próxima postagem.